Com a promessa de assistir 10 filmes por semana, confesso que minha lista está bemmmmm atrasada, deparei-me com o filme ”Alex Strangelone”, no Netflix. Após uma partida de tênis (emocionante), no Band Sports, resolvi procurar um longa para relaxar em um domingo que caminhava para o tédio.

Sem esperar aquelas ‘sacanagens gays’, vendidas e escondidas no catálogo, Alex Strangelone, oferece de cara um romance homoafetivo que, no decorrer da história mostrará se vai ou não ser correspondido. É um filme da Sessão da Tarde com temática homossexual, nada demais.

O filme  traz coisas boas dentro daquilo que promete — e considerando a proposta e o investimento em romances adolescentes, jovens a plataforma atende os fãs.

Com um roteiro simples e bem escrito, com pitadas de humor bem feitas, Alex Strangelove leva vantagem porque encara a concepção simples de que todo amor gay pode ter um final feliz, sem cair na mesmice de ficar horas enrolando na linha melodramática que sabemos ter nesse tipo de obra.

Dirigido e escrito por Craig Johnson, o filme é a história de Alex Truelove (Daniel Doheny), [estranho o fato dele ter poucas fotos e seguidores no Instagram, apenas um adendo), voltando ao filme, Alex é um aluno exemplar do último ano do Ensino Médio que, namora (Madeline Weinstein), e na tentativa, fracassa nas atitudes de chegar aos finalmente: ou seja, o sexo em si. Que caminha é claro para uma preocupação para ambos.

Viajando em documentários de animais, o que é uma sacada genial do filme, o diretor resolve inserir este contexto para comparar com alguns alunos da escola, os amigos do Alex, e o comportamento sexual dos animais é usado como referência. Prometo não dá spoiler.

Alex, é garoto doce, apaixonante, inteligente que esconde que é gay. O texto deixa claro que em algum momento ele vai sair do armário, a proposta é bem essa.

Se você está na ‘bad’, solteiro, na véspera do dia dos namorados, o filme te faz repensar alguns pontos. Será que o amor realmente existe, é possível?

Vale assistir até os últimos 5 minutos, a grande jogada está no final, que poderia virar uma websérie, ter uma continuação da história do Alex e as suas descobertas. É um filme três estrelas, assista com amigos, indique porque ele é cabível de debates. É uma comédia gay que no fim diverte e te faz pensar. Coisa rara nos dias de hoje.

Guilherme Beraldo
Jornalista, crítico de TV e ator. Já participei dos seguintes programas: A Tarde é Sua e Manhã Maior na RedeTV, na Gazeta do "Mulheres", Versátil e Atual e Conexão com Zé Américo na CNT. Apaixonado por programas de auditório e musicais.