A segunda temporada de ‘Show dos Famosos’ tem chamado a atenção. Nem tanto pelos belos espetáculos e pelas caracterizações. Muito pelo contrário. A disputa se tornou um jogo dos sete erros, onde muita gente tem assistido mais para rir do que para elogiar.

Em 2017, algumas caracterizações já polemizaram. Fafá de Belém, na pele de Alcione, e Samanta Schmutz, encenando Michael Jackson, deixaram os telespectadores confusos com tamanha diferença dos personagens reais.

Este ano, Tiago Abravanel, de Rosana, Mumuzinho, de Ludmila, e Alessandra Maestrini, de Axl Rose, complementam a polêmica lista de apresentações confusas no reality.

É notório o esforço das celebridades em recriar grandes nomes da música. O curioso é como a equipe de produção não consegue acertar os pontos na caracterização e maquiagem. Um show de bochechas, borracha e muita base. A maioria dos resultados, como os citados, beira ao caricato.

Vale lembrar que a Globo adquiriu em 2016 os direitos de “Esse Artista Sou Eu”, antes exibido no SBT e, agora, rebatizado de ‘Show dos Famosos’. A proposta é idêntica. O que difere, mais uma vez, é a qualidade de poder de transformação.

A caracterização também passa longe da mesa de júri. Não é possível que os jurados não sintam que os personagens criados pela equipe de caracterização não crie um desconforto para quem assiste. Uma confusão em tons de surpresa, onde muitas vezes nos faz esquecer a qualidade e o esforço musical.

Aliás, ainda sobre a mesa, o que foi a participação de Boninho repetir ontem, 13 de maio, por 4 vezes a nota 9,9 em um misto de críticas e elogios totalmente diferenciados. Onde ficou o critério? O público não é bobo.

Pesam positivamente a grande estrutura de cenografia, a qualidade dos músicos e algumas apresentações, como a presença de palco de Icaro Silva, fazendo Beyoncé (2017), e Helga Nemeczyk, na voz emocionante de Pavarotti (2018).

Se a intenção é causar, a equipe de Faustão está bem longe disso. Ou se mexe (e já!) ou as únicas coisas que continuarão causando serão sustos, incoerências e risadas. Há tempo de virar esse jogo. O público aguarda.